Obrigado a todos, a corrida pelos lugares europeus está ao rubro!
Antes de mais, em Janeiro apenas entrou Mate Simão para o plantel principal, para servir de alternativa a Donati, com Domej e Eweka (regen, GR) a entrarem para a equipa de juniores.
Saíram Arevalo Rios para o Olympiakos (1,4M) e Viola por empréstimo para o Crotone.
vs Inter
O caminho que tínhamos percorrido até aqui tinha sido difícil, mas estivemos muito bem. Chegávamos a este jogo com possibilidades de ultrapassar o Inter no 2º lugar da Serie A, caso vencêssemos, e era aí que estava a nossa maior motivação. Inter é Inter, têm um plantel de fazer inveja a grandes equipas do mundo, portanto tínhamos de jogar na expectativa. Estamos a lutar pelos lugares cimeiros do campeonato, mas somos o Palermo, e temos de ter noção disso mesmo. Segurámos o Inter o jogo todo, trabalhámos a estratégia de forma exímia, e, aos 85min, deitamos tudo a perder ao permitir uma incursão de Cassano na nossa área. Depois, o italiano resolveu como sabe, livrou-se de Sorrentino com um chapéu. Ficou o nosso aviso, contudo, para o que falta do campeonato...
vs Juventus
Haveria pior jogo para nos recompor-mos do desaire anterior do que com a Juve? Não. Mas haveria jogo mais motivador do que jogar com o campeão em título? Não. Tínhamos de vingar a derrota passada, tínhamos de mostrar quem éramos e para que estávamos ali. Entrámos a todo o gás e marcámos cedo, com uma bela assistência de Kurtic. Depois? O mesmo Kurtic é expulso, com vermelho direto, e deixa-nos a jogar com 10 durante 60min. Fosse outro jogador menos preponderante que ele e estaria no banco o resto da temporada. Com a expulsão veio a Juventus para cima de nós, e marcaram mesmo, novamente muito tarde no jogo (84min). A equipa tem de meter na cabeça que o jogo só acaba aos 90min e que, até lá, não se pode desconcentrar. Acabo por ficar satisfeito com o empate.
vs Napoli
A serie de jogos complicados ainda não tinha acabado. Faltava o Napoli, que estava em 3º, candidato ao título italiano. Velho rival nosso, o derbi delle Due Sicilie era um jogo fulcral nas nossas aspirações. Era preciso voltar às vitórias, era preciso ultrapassar o Napoli na classificação, era preciso pressionar os de cima. E assim o fizemos, com muito suor, com um penalti tardio, mas merecido. Soubemos pressionar até ao fim, e recebemos os louros disso mesmo. Os três pontos vinham connosco para a ilha.
A classificação
Um jogo a menos (vs Fiorentina, adiado devido às seleções) e a possibilidade de ultrapassar o Napoli na classificação é imensa. A Fiorentina ocupa o último lugar da Serie A e serão presa fácil para nós. Se vencermos, ficamos a dois meses da Champions, o que, a confirmar, seria um feito histórico para o Palermo. Só ao alcance dos melhores treinadores. Vamos embora!
Os jogos mais dificeis já foram, agora é trabalhar para chegar ao pódio e na próxima época é só atacar o Calcio. Força!
Btw, como se está a safar o "nosso" Miccolli?
Obrigado a todos O Miccoli deixou de jogar a partir da altura em que surgiu Hernández e Dybala em grande!
vs Lazio
Estávamos em grande forma, ninguém nos parava, e pressionávamos a Juve no primeiro lugar. Vínhamos de um empate, nada dramático (a Juve também tinha perdido pontos), mas o jogo prometia ser complicado. Um belo jogo, muitos golos, muita emoção, muita indefinição. Tivemos sempre de ir atrás do resultado (1-0; 2-1; 3-2 final) e isso prejudicou a moral da equipa, que gosta de estar na frente. Foi justa a derrota, a primeira nos últimos 7 jogos. Creio que aqui entregámos o título.
vs Milan
Um grande que joga à "pequeno". Joga como se lutasse pelos lugares do meio da tabela, contra uma equipa que lutava pela Champions. Veio com medo, e, ao longo do jogo, foi mostrando que estava no nosso estádio a jogar no contra-ataque. Ia-mos deitando tudo a perder ao não sabermos jogar contra este tipo de jogo, mas Hernández decidiu (re)aparecer aos 93min. Caso para dizer: Mais vale tarde que nunca! Foi o resultado que precisávamos para encarar a reta final da temporada.
vs Chievo
Um jogo contra o Chievo aqui? Que raio? Pois é, pode parecer estranho, mas foi o melhor jogo que já fiz ao comando do Palermo. Porquê? Porque esta vitória (categórica) deu-nos o apuramento matemático para a maior competição europeia de clubes, a Champions! O jogo não tem histórica, fomos superiores e merecemos a vitória. Em grande, esteve Faurlin, no seu penúltimo jogo pelo clube (não devo renovar o empréstimo). Um grande obrigado a este jogador, que soube esperar na sombra de Kurtic e mereceu fazer esta reta final de época.
A classificação
Mostrei sempre os 10 primeiros, porque achava que o mínimo era o 10º lugar. Logo no início percebi que o 7º era alcançável. Agora, agora digo isto: 2º lugar, acesso direto à Champions, a míseros 4 pontos da Juventus, bi-campeã. Melhor era praticamente impossível, grande Palermo! Desceram Siena, Fiorentina e Torino. A Roma salvou-se na penúltima ronda, e ficou com 4 pontos a mais que o Torino.
Baliza
Titular indiscutível esta época, Sorrentino não comprometeu. Pelo contrário, provou que a idade não é um ponto negativo, mas sim um positivo. A sua experiência e liderança levou-nos até onde chegámos esta época, e está certo no plantel para a próxima época. Benussi apenas fez dois jogos e será vendido.
Defesa
O sistema de três centrais funcionou às mil maravilhas, e são os únicos que se podem chamar de indiscutíveis nesta equipa. Muñoz, Mantovani e von Bergen foram titularíssimos e, tal como Sorrentino, manter-se-ão no proximo ano. Nas alas, Garcia e Dossena foram rodando até Garcia pegar no lugar, sem dar hipóteses ao italiano, e no lado direito foi luta até à lesão de Nelson, abrindo alas a Morganella. Serão ambos os lugares renovados, em princípio.
Meio-campo
A trinco, Donati mal teve opositor, já que Rios era um jogador a menos. Só em Janeiro é que começou a ter de mostrar mais para que Simão não lhe tirasse o lugar, algo que acabou por acontecer. O moçambicano impressionou-me com a sua capacidade de liderança naquela posição, e Donati passou a ser uma arma para segurar resultados. Nunca pensei que isto fosse acontecer. Depois, o lugar de maestro, de mágico, de visionário, foi totalmente de Kurtic, que é um craque enorme! Fiquei parvo com o trabalho dele ao longo do ano, mas Faurlin merece uma nota de destaque: grande personalidade e garra, nunca me veio reclamar a titularidade e jogava sempre bem. Merecia ficar, mas vai voltar ao QPR.
Ataque
De total esperança para grande desilusão. O centro, pelo menos. Esperava tanto de Miccoli e Hernández, esperava que lutassem pela titularidade e que lutassem pelo título de melhor marcador da Serie A, mas mostraram-se tão pouco produtivos. Tão pouco, que Dybala aproveitou e foi aparecendo, a espaços, no onze, aproveitando quase sempre. Ficarão os três, naturalmente, mas espero mais para o ano. Depois, no lugar de extremo, lutas muito renhidas. Gradel x Ilicic e Fabbrini x Sperdutti. Não consigo dizer quem é melhor que quem, mas Gradel não vai ficar connosco, em princípio, já que o Saint-Ettiène pede demasiado dinheiro por ele. Fabbrini, por outro lado, assinará em Junho, a custo zero.