O momento pelo qual ansiávamos tinha chegado. O dia da final do campeonato estava mesmo aí. Apesar da mudança do campeonato argentino de dois para um campeão por época, o FM2013 continua contando os títulos dos Torneios Final e Inicial, mesmo com a decisão entre os vencedores dessas duas fases, que deveria ser a decisão que definiria o real campeão argentino, gostava que corrigissem isso no futuro.
Na actual temporada, 2019/21, o Boca Juniors venceu o Torneio Inicial e o Godoy Cruz o Torneio Final. A final foi disputada em campo neutro, no estádio Ciudad de Salta, em Salta. Queríamos muito vencê-la, não nos davam nada no início e fomos sempre subindo até à final. O jogo foi fantástico, da nossa parte. Anulámos por completo as maiores estrelas do Boca, veja-se bem que eles não remataram uma única vez à nossa baliza, rematámos mais, criámos as melhores oportunidades de perigo. Desde o início do jogo fomos sempre pressionando o Boca, mas não havia maneira de marcarmos o golo, mas via-se que era uma questão de tempo até metermos a bola na baliza. Ao intervalo, acalmei os jogadores, via-se que estavam um pouco ansiosos por não terem marcado golo, pedi-lhes para continuarem a grande exibição que estavam a fazer.
Continuámos em busca do golo na 2ª parte. Os jogadores sentiram-se motivados para continuarem a grande exibição, nem parecia que estávamos a jogar diante do Boca, histórico clube. Aos 82' minutos a explosão de alegria, Mauro Zárate, jogador que foi um pouco criticado na imprensa por ser já velho, feitio complicado, mas fez questão de mostrar que os velhos são os trapos e marcou o golo da vitória e do campeonato e éramos campeões Argentinos pela primeira vez na história do clube.
Simplesmente fantástico o feito que alcancei com o Godoy Cruz, o maior da minha carreira possivelmente. Pegar numa equipa fraquinho e transformá-la em campeã Argentina é fenomenal. A cidade está em festa, só carros a apitarem nas ruas, o clima que se vive aqui é magnífico. Nem eu esperava este feito, sou falado em toda a América do Sul crl.
É um grupo fantástico de jogadores que trabalhei este ano. Um misto entre juventude e experiência se complementavam de forma fantástica. Não quero individualizar cada um, mas vou deixar alguns nomes que foram simplesmente fundamentais para a conquista da Dobradinha: Nelson Maldonado, Varela, Gastón Diaz, Gil, Aravena, Rodrigo Martínez, Castellani e Abaurre. Principalmente estes últimos dois jogadores, Castellani com impressionantes 26 assistentes e Abaurre com 21 golos. Fiquei muito satisfeito com Abaurre porque no início via muito talento ali, mas desde cedo me falaram nele, no seu feitio complicado, tem apenas 20/21 anos, é um jovem ainda. No início não jogou muito, mas com a saída do Salinas ganhou o seu espaço e explodiu. Ainda penso que para o ano vai marcar ainda mais golos.
Foi um ano excelente, tenho pena, mas tive que fazer isto...
Foi uma despedida emocionante, mas quero outros desafios. Tinha a ideia de ficar mais um ano para ver como me saía na Libertadores e na Taça Sul Americana, mas quis sair. E não, não vou para o Brasil, vou direitinho para a Europa. Já avancei alguns meses e já vou em Novembro e posso dizer que já há clube, é em Espanha.