02-01-2013, 21:01
![[Imagem: 1_zpsa77adb90.png]](http://i393.photobucket.com/albums/pp16/Voltrex2008/save%20fm13/1_zpsa77adb90.png)
Capítulo 2 - Dificuldade máxima
No dia seguinte, lá estava eu a ser apresentado como treinador do Ourense. O clube é relativamente pequeno e nem a subida de divisão na época passada chamou os simpatizantes. Aliás, a minha contratação até os afastou. Afinal de contas, quem era eu? Ninguém me conhecia, nunca tinha treinado nenhuma equipa na minha vida e muito menos tinha experiência que empolgasse alguém. Foi sem surpresa, então, que apenas apareceram meia dúzia de adeptos e dois jornalistas locais para a conferência de imprensa de apresentação.
Devo admitir que estava algo nervoso para o primeiro contacto com os jogadores. Não sei como eles reagiriam ao facto de terem um treinador novo, mas tinha de superar isso com profissionalismo. O primeiro treino correu bem e, a partir daí, as coisas correram com normalidade. Fui-me apercebendo de algumas lacunas que o plantel tinha e procurei agir no mercado. Sozinho, porque o Director Dept. Futebol foi demitido devido ao seu alto salário.
ESTEVÉZ - Chalmers, eu compreendo que precises de reforços para atacar a metade superior da tabela, o objectivo mínimo. Seja como for, não entrei em loucuras. O orçamento é curto e a situação financeira do clube é extremamente complexa. Temos três empréstimos para pagar até ao próximo ano e as previsões são terríveis. Os reforços que te trouxe foram os possíveis, perante a dureza dos números. Os jogadores que deste como dispensados não foram transferidos, mas sim emprestados ao nosso satélite, o Pabellón. Espero que tenhas noção que esta época vai ser muito complicada. Já assim, estamos a pagar mais do que devíamos e a ultrapassar o limite de salários.
Depois das palavras do Estevéz, caí na realidade. O clube está praticamente falido e nem a injecção de cerca de 475 mil euros por parte da direcção disfarça a crise económica do clube. Enfim, hora de começar a trabalhar e tentar, de algum jeito, dar a volta à situação.
A pré-época até foi interessante. Conseguimos fazer boas exibições contra o Ponferradina e Celta de Vigo, um adversário do nosso escalão e outro da liga principal espanhola, mas o sorteio da Copa do Rei iria trazer-nos o primeiro revés.
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Caímos com estrondo logo na primeira eliminatória que disputamos na Copa do Rei, com um adversário do nosso campeonato. Diego Cervero destruiu-nos completamente e fomos vergados a uma goleada dentro do nosso próprio campo. Escusado será dizer que saímos do relvado debaixo de um enorme coro de assobios. Começava mal o meu trabalho aqui.
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O Início da 2ª Divisão B1 foi bastante positivo. Nos primeiros seis jogos da competição, conseguimos quatro vitórias e apenas empatámos duas vezes. As exibições foram positivas, as coisas corriam bem e o 2º lugar na classificação transmitia isso. Embora as exibições não enchessem o olho, as vitórias chegavam.
Porém, voltamos a cair na realidade nos jogos seguintes. Nos encontros que disputámos fora de casa temos sido uma nulidade completa, mesmo contra adversários acessíveis como o Marino. Em casa, apesar de praticarmos um futebol um pouco melhor, os índices de finalização deixam a desejar e os resultados não aparecem.
![[Imagem: class_zpsc9dab39d.png]](http://i393.photobucket.com/albums/pp16/Voltrex2008/save%20fm13/class_zpsc9dab39d.png)
Apesar de tudo, a classificação não está má de todo. Estamos exactamente no meio da tabela (são 20 equipas, falta o Real Madrid C que está em último) e acredito que se tivéssemos um pouco mais de sorte neste período poderíamos estar melhores classificados. Para o final do campeonato ainda falta muito jogo, por isso acredito que podemos melhorar daqui para a frente. Convém não escorregar porque o risco de descer de divisão é real e este campeonato é equilibrado.
